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Bíblia e literatura

 

Bíblia e literatura:

Diálogos e entraves na base do monoteísmo

 

Por Fabiana Cristina da Conceição

                     Tiago Tadeu Contiero

 

Resumo: Este trabalho resenha algumas questões envolvidas na problemática de entendermos os textos sagrados enquanto obras literárias. Pretendemos expor as ideias centrais de alguns autores que versam sobre a temática, dentre os quais destacaremos mais detalhadamente Antonio Magalhães e sua a obra Deus no espelhodas palavras: teologia e literatura em diálogo. Nossointuito é demonstrar que há a possibilidade de os textos sagrados dialogarem com a literatura de uma maneira harmônica e natural.

Por fim, mas nem por isso menos importante, abordaremos a importância dos textos sagrados para a fundamentação das religiões monoteístas e, a partir disso, propiciar um entendimento de que Cristianismo, Judaísmo e Islamismo têm sua origem em textos literários que ganharam relevância diante das religiões que atualmente denominamos pagãs.

Palavras-chave: Literatura; textos sagrados; Bíblia; monoteísmo; religião.

 

Introdução

A Bíblia é considerada por bilhões de pessoas como o livro sagrado que contém a Palavra de Deus, a narrativa escrita por inspiração divina que conta a história da humanidade e a relação do ser humano com o ser que o criou. É considerada como o fundamento inicial da história de um povo tido como eleito por Deus e reflete no cotidiano de todos aqueles que creem que tais escrituras contemplam o cerne de toda a sociedade.

A Bíblia cristã é o conjunto, a reunião de diversos escritos considerados como sagrados por conter a revelação de Deus feita aos seres humanos ao longo da história da salvação. Sua força e importância são decorrentes desse aspecto: para o fiel, seus livros foram escritos por pessoas inspiradas pela divindade.

A expressividade do texto sagrado pode ser notada pelo fato de que tal obra aborda os problemas do cotidiano, as inquietações da alma humana, permitindo aos seus leitores apropriarem-se de tais questionamentos em qualquer época da história. Prova disso é que, apesar de seu livro mais recente ter sido escrito há praticamente dois mil anos, o mesmo permanece atual por causa das inúmeras interpretações e respostas que fornece ainda hoje para aqueles que creem.

Grande parte dessas inúmeras interpretações é oriunda da fé. Contudo, não se pode negar que os textos sagrados são também passíveis de interpretações no campo da literatura, uma vez que sua escrita é considerada por especialistas como sendo a fonte de diversos trabalhos e obras literárias.

Apesar de muitos pensadores vinculados a alguma religião considerarem que tal interpretação é problemática no âmbito da crença, cientificamente ela enriquece as discussões acerca do conteúdo proposto pelo sistema religioso e auxilia a elucidar sua mensagem ao longo da história.

Partindo do princípio defendido por Antonio Magalhães, de que os textos sagrados são os aspectos diferenciadores do monoteísmo para com o politeísmo, poder-se-ia dizer que as religiões monoteístas são, portanto, “religiões do livro”, nascem e se desenvolvem a partir dos livros sagrados.

A problemática ganha ainda horizontes maiores quando consideramos que o livro em questão pode ser tido como uma obra literária. Segundo tais premissas, seria possível afirmarmos que as religiões monoteístas (aqui destacando a religião judaico-cristã) são oriundas da literatura? Estaria desse modo, a literatura na origem dessas grandes religiões?

 

O texto sagrado enquanto literatura

Considerada como a mensagem de Deus dita ao ser humano, a Bíblia é também uma das obras-primas da literatura mundial. Talvez nenhuma outra obra literária tenha personagens tão mundialmente conhecidos; enredos tão amplamente divulgados, mensagens e histórias que a maioria das pessoas do Ocidente ouve desde a mais tenra idade.

Contudo, a afirmação acima suscita uma série de problemas. Considerar a Bíblia como uma obra literária é ir de encontro à fé de cristãos e também de judeus, uma vez que o Antigo Testamento da Bíblia cristã é formado pelos textos sagrados do Judaísmo. Dada essa colocação, faz-se necessário desenvolver esse argumento embasando-o de um modo mais adequado. Porém, antes de iniciarmos nossas considerações a respeito da leitura da Bíblia enquanto fonte literária convém situarmos o significado que atribuímos ao vocábulo literatura. Para tanto, utilizaremos as definições expostas por José Abadía na obra A Bíbliacomo literatura.

Segundo Abadía (2000, p. 18),

O significado atual da palavra “literatura” nasceu no final do século XVIII, momento em que também se popularizou a palavra “ciência” para se referir aos conhecimentos científicos. A realidade da literatura existia desde a mais remota Antiguidade, mas, até então, não se contava com uma palavra que designasse a atividade total do escritor. Tudo se reduzia a nomes de gêneros literários, como “poesia”, “comédia” etc., que designavam só aspectos parciais dessa atividade.

 

A palavra “literatura” nasce justamente no momento em que o vocábulo “ciência” também ganha vida. Ao que tudo indica, o autor procurou contrastar esses dois vocábulos, algo que fica ainda mais claro quando considera que poesia e comédia são aspectos parciais do que agora se convencionou chamar de literatura, em clara oposição com o conhecimento científico.

Segundo Abadía, literatura pode ser definida como um tipo especial de comunicação. Para ele, o fato de uma obra literária não ser agradável a um grupo de leitores de uma época distinta de sua escrita não indica que ela tenha perdido seus traços característicos, mas apenas que perdeu seu valor para esse grupo de leitores.

Abadía, ainda expondo as características da literatura, considera que a mesma

nasce e se desenvolve em estreita relação com um país e seu processo histórico. Está escrita por e para homens de uma sociedade concreta e, por isso, reflete de algum modo sua organização social, sua cultura e o conjunto de suas crenças. [...] Além de ser uma manifestação estética, a literatura é, pois, um fenômeno social. A ação da sociedade manifesta-se: na própria obra, que, direta ou indiretamente, dá testemunho dessa sociedade; no autor, que deve tomar partido diante do sistema de instituições, convenções, sentimentos, crenças e doutrinas que o cercam; e na aceitação de tais ou tais obras por parte do conjunto da sociedade. (p. 29)

Para Antonio Magalhães (2009, p. 107-108), as tentativas de compreender a Bíblia enquanto fonte literária são deveras recentes. O primeiro a seguir por esse caminho teria sido Robert Lowth, um bispo anglicano que, em 1753, na obra Hebraeorum, avaliou a Bíblia como obra da literatura, caminho seguido por Herder em 1781.

Contudo, apesar de essa interpretação da Bíblia enquanto literatura ser uma questão praticamente unanime entre os exegetas, ela ainda é motivo de diversas polêmicas entre estudiosos e pesquisadores da área, principalmente se pensarmos naqueles vinculados de alguma forma à religião.

Pensando ainda nos exegetas, Magalhães considera que eles são responsáveis por limitar a criatividade estética, analisando literariamente o texto sagrado como um meio para se alcançar seu verdadeiro fim, que seria teológico, uma vez que seus objetivos estão atrelados à religião. Isso posto, poder-se-ia concluir que há uma tensão entre a crença e essa forma interpretativa dos textos sagrados enquanto fontes literárias. É perfeitamente possível encontrarmos exemplos onde essa tensão é ampliada ou reduzida de acordo com determinados momentos históricos.

 

Entre outros autores que trabalham a temática da interpretação da Bíblia como fonte literária, tomaremos como exemplo apenas o pensamento de Magalhães, de Kuschel e de Alter e Kermode, uma vez que os mesmos possuem pontos em comum e também aspectos contraditórios que podem fomentar melhores discussões.

Magalhães (p. 108) considera que, no momento em que ocorre o processo de secularização, entendido aqui como a separação da religião de outras esferas da sociedade, a Bíblia deixa de ser o livro fundamental no qual se embasava toda a cultura ocidental, uma vez que a própria religião era questionada.

Por causa disso, nesse mesmo momento ocorre também um enfraquecimento de sua leitura enquanto obra literária, uma vez que seu conteúdo, considerado por muitos da época como estritamente religioso, deveria ser tratado apenas pela esfera religiosa, sem interferir ou sofrer interferência das demais.

Kuschel (1999, p. 21-22), citando Benn e também Brecht, afirma que há uma tensão clara entre religião e literatura, uma vez que muitos artistas que se tornam religiosos são totalmente desacreditados academicamente. Ao mesmo tempo, Benn acredita que a única forma de transcendência é a arte.

 

Poder-se-ia fazer uma correlação entre esses autores e o pensamento de Max Weber, exposto, entre outras obras, no ensaio “As rejeições religiosas do mundo e suas direções”. Nesse texto, Weber enfatizou as diversas formas de rejeição da religião ao mundo e também possibilidades de diálogo do mundo com elas.

Essa posição exposta por Kuschel pode ser complementada pelo pensamento de Alter e Kermode(1997, p. 12-13), quando estes consideram que a primeira análise a ser feita acerca de um dos textos sagrados da Bíblia é a análise literária, pois sem ela torna-se impossível uma compreensão mais adequada da verdadeira mensagem que o autor do texto procurou transmitir aos seus contemporâneos quando o escreveu.

Dessarte, sua influência produzida a partir da fé dos cristãos de que a Bíblia contém a revelação de Deus – ela possui, ainda, uma grande força literária que merece uma melhor compreensão, uma vez que influencia constantemente obras e produções artísticas de diversas áreas.

Essa força pode ser entendida como derivada das formas literárias contidas nos textos sagrados, bem como sua polissemia estética e também sua riqueza literária, que, segundo Magalhães, constituem-se forças capazes de construir e reproduzir aspectos culturais ao longo dos séculos.

 

Tratando da importância da Bíblia, Magalhães afirma que

suas narrativas se tornaram paradigmas tanto da invasão dos opressores quanto da rebeldia de movimentos emancipadores. [...] Suas normas de comportamento influenciam decisivamente relações familiares, sociais e políticas. Podemos dizer, sem nenhuma dúvida, que a Bíblia é o livro por excelência da civilização ocidental, como nenhum outro conseguiu se tornar, mesmo levando em conta a criatividade e a vastidão literária dos países ocidentais. (p. 109)

 

 Nota-se, a partir do exposto acima, que os textos sagrados da Bíblia influenciam decisivamente a história ocidental. Muitas das normas sociais, éticas e morais dos nossos dias estão enraizadas em pressupostos bíblicos e tal afirmação ganha ainda mais importância se levarmos em conta a grande diversidade cultural do Ocidente.

Segundo Magalhães, isso só é possível porque as formas literárias contidas nas narrativas bíblicas não foram condicionadas por autoritarismos interpretativos.

Efetuando um levantamento das concepções de diversos autores – como Bloom, Alter, Frye, Assmann, entre outros –, Magalhães constata que todos esses têm em comum o fato de considerarem a Bíblia como obra literária. Essa concepção fundamental prevê uma leitura própria dos textos sagrados na qual se deve considerar aspectos fundamentais, tais como: tramas, personagens, estética, entre outros mais.

Entretanto, Magalhães (p. 127-128) destaca que a forma de compreensão dos textos sagrados enquanto obras literárias afasta-se das tradicionais interpretações oferecidas por teólogos conservadores que fazem uso do texto bíblico para embasar os pressupostos de determinada crença ou doutrina religiosa.

Outro aspecto de grande relevância oferecido por Magalhães diz respeito à

importância da Bíblia para a literatura mundial. Muitas das tramas, dos temas, das técnicas, do suspense e da criatividade dos textos sagrados são encontrados nas mais diversas obras literárias ocidentais, apesar de a Bíblia não se preocupar com os detalhes na descrição dos personagens. Nesse aspecto, a comparação feita com a obra de Homero é de grande relevância, uma vez que a mesma é considerada como essencial na literatura universal.

Por fim, Magalhães aborda, ainda, a importância de um dos personagens centrais da Bíblia: o próprio Deus. Ao lermos os textos sagrados como obra literária, é impossível não considerarmos Deus como sendo um personagem literário.

Magalhães, tratando de Deus enquanto personagem, considera que ele pode crescer ou diminuir conforme as falas e as interlocuções, podendo até mesmo significar que a emancipação das personagens humanas esteja intimamente atrelada ao desaparecimento de Deus em algumas das narrativas bíblicas. Uma das técnicas de composição deste personagem foi a inclusão de identidades de outros personagens divinos em um único: o Deus de Israel. (p. 129).

Deus pode ser compreendido como um personagem dentro de uma obra literária. Um personagem central, dado que foi ele quem criou todos os demais personagens da obra. Ao mesmo tempo, Deus é o resultado da junção de diversas outras identidades, de diversos outros personagens para que se crie um único: o Deus do monoteísmo judaico.

 

Os entraves e a relação dialógica da literatura e textos sagrados

Até este momento, apresentamos algumas concepções e conceitos que buscam aproximar os textos sagrados da Bíblia enquanto literatura. Entretanto, há diversos obstáculos que dificultam essa aproximação e que merecem um destaque mais aprofundado, uma vez que problematizam a discussão sobre o tema.

Um dos grandes obstáculos já foi assinalado acima, mas convém retomá-lo neste ponto. Trata-se das definições apresentadas por Kuschel acerca da credibilidade literária de autores que se tornam religiosos. Nesses casos, dá-se a entender que literatos que abraçam a religião acabam tendo sua credibilidade questionada pelos seus pares, uma vez que muitos consideram que não mais conseguirão realizar trabalhos idôneos, ou seja, sem a influência da instituição religiosa da qual agora fazem parte.

Por outro lado, Kuschel (p. 23), citando Kierkegaard, acrescenta que essa rejeição da religião por parte da arte é mais recente se comparada com a rejeição da arte por parte da religião cristã. Desde a Patrística, nos primeiros séculos do Cristianismo, aspectos da arte são considerados descomprometidos com a seriedade existencial e danosos para a ética e moral social.

Essas considerações expostas por Kuschel tratam da rejeição da religião cristã para com a arte e vice-versa. Entretanto, como entendemos que o Cristianismo é uma religião originada a partir de textos sagrados contidos na Bíblia, não seria errôneo pensarmos que ao rejeitar a religião cristã a arte estaria rejeitando os pressupostos presentes no seu livro fundante: a Bíblia.

Já Magalhães (p. 130), abordando de modo específico essa problemática, aponta para uma direção complementar à apresentada por Kuschel. Segundo ele, o problema é decorrente do fato de que “[...] a Bíblia foi vista, por alguns, como livro da instituição religiosa, e não como livro da cultura e de processos civilizatórios complexos”.

Poder-se-ia dizer que para Magalhães o fato de a Bíblia ser considerada por muitos como sendo o livro sagrado da crença religiosa cristã dificultou o avanço das concepções da Bíblia enquanto obra literária que teve papel de grande relevância para a constituição da literatura no Ocidente.

Contudo, da mesma forma que salientamos o contraposto no exemplo dado por Kuschel, é importante dizer que essa dificuldade exposta por Magalhães é compartilhada não apenas por defensores da religião que temem ter seu livro sagrado utilizado como fonte não religiosa, mas também por críticos literários que se recusam a admitir o tema religioso como parte estruturante do processo de criação da literatura ocidental, temendo que isso pudesse significar a perda do comprometimento da obra literária, algo que vem de encontro ao exemplo dado por Kuschel.

 

Outro ponto que vale ser destacado diz respeito ao uso da linguagem. Nesse aspecto, é válido diferenciar a linguagem literária da linguagem técnica. Nesse sentido, Magalhães, fundamentado em Schökel, pontua que

[...] é fundamental conhecer os estilos literários que constituem a Bíblia para que o mundo do autor seja entendido, bem como sua mensagem. Nessa busca, o leitor perceberá que a linguagem literária distancia-se radicalmente de uma linguagem técnica, unívoca e assume a pluralidade de acontecimentos e enfoques, a complexidade das conotações e a inventividade para estabelecer seu discurso.[...] (p. 112).

 

O excerto acima aponta um dos principais entraves da relação Bíblia/literatura: a utilização da linguagem literária diante da linguagem técnica. Na realidade, essa diferenciação do uso da linguagem distancia a teologia sistemática e dogmática da compreensão dos textos sagrados enquanto obras literárias, uma vez que as mesmas preveem um afastamento da pluralidade de sentidos previstos pelo uso de uma linguagem literária.

Todavia, apesar dos entraves apresentados até aqui, há diversos exemplos que poderiam ser dados da relação de proximidade entre a Bíblia e a literatura ocidental.

Optamos por apresentar apenas dois, indicados também por Magalhães e que demonstram com grande exatidão aquilo que pretendemos ilustrar. Trata-se do sacrifício de Isaac, em Gn 22, bem como os dois primeiros capítulos do Livro do Gênesis.

O dilema criado por Deus para Abraão é um dos mais conhecidos temas da Bíblia e também um dos mais explorados pela literatura. Com o capítulo 22 do Gênesis, o autor do texto cria uma narrativa que será modelar para diversas outras passagens bíblicas e obras literárias que versam sobre a relação de Deus com o ser humano.

Magalhães (p. 115) apresenta diversos exemplos de como esse texto foi utilizado pela literatura, seja de maneira positiva, seja negativa, para com princípios da crença. Desse modo, tem-se Kierkegaard utilizando-o como exemplo da fé radical. Contrariamente, temse Owen analisando o mesmo texto e concluindo que Abraão se torna um adulto criminoso. Em ambos os casos, e em muitos outros, é preciso levar em conta aspectos históricos e também os ideais de cada autor.

 

Mais recentemente, esse texto claramente serviu de inspiração em importantes trechos de O símbolo perdido, do polêmico autor Dan Brown. Nessa obra, é apresentada toda a dinâmica já exposta no Livro do Gênesis, com uma roupagem atualizada para nossos dias e servindo também aos interesses do autor. Isso demonstra que ainda hoje os textos sagrados servem de inspiração para construções literárias.

O outro exemplo citado por Magalhães é a criação do mundo, narrada nos primeiros capítulos do Gênesis. Essa passagem serviu, e ainda serve, como inspiração para diversas peças teatrais, filmes, comédias, atos musicais etc. Talvez o mais conhecido exemplo de utilização desse texto seja Paraíso perdido, de John Milton.

Inegavelmente, John Milton teve acesso e utilizou o texto bíblico como fonte primordial de sua épica obra, que ainda embasou o oratório A criação, de Joseph Haydn, que também teve como fonte inspiradora o próprio Gênesis, uma vez que se propõe narrar uma versão da criação do mundo.

Os exemplos dados acima servem apenas para ilustrar o diálogo existente entre os textos sagrados e a literatura ocidental. Muitos outros poderiam ser dados nesse sentido, mas cremos que já tenha se tornado claro que, apesar dos entraves causados por diversas áreas acadêmicas, ainda é perfeitamente possível que se tenha uma relação entre a Bíblia e a literatura.

[...]

 

Referências bibliográficas

ABADÍA, J. P. T. A Bíblia como literatura. Petrópolis: Vozes, 2000.

ALTER, R.; KERMODE, F. (org.). Guia literário da Bíblia. São Paulo: Editora da Unesp, 1997.

KUSCHEL, K. J. Os escritores e as escrituras; retratos teológico-literários. São Paulo: Loyola,

1999.

MAGALHÃES, A. Deus no espelho das palavras; teologia e literatura em diálogo. São Paulo:

Paulinas, 2009.

 

Fabiana Cristina da Conceição

Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Herminio Ometto – Uniararas. Mestranda do Programa de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP. E-mail: fabi_crisc@yahoo.com.br.

Tiago Tadeu Contiero

Bacharel em História pela Universidade Estadual Paulista – Unesp-Franca. Mestrando do Programa de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP. E-mail: lordtitc@hotmail.com.

Bíblia e literatura: diálogos e entraves na base domonoteísmo,

downloads/2011/03/bibliaeliteratura.pf>

 consultado em 09-03-2012.  

 


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