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Escrita, leitura e livro

 

Breve história da escrita, da leitura e do livro

 

Por Graça Pimentel, Liliane Bernardes e Marcelo Santana

 

Você sabia que durante muitos séculos os conhecimentos foram transmitidos de geração em geração por meio da tradição oral? Pois é. Naquele tempo, os considerados sábios eram aqueles que conseguiam transmitir os conhecimentos, por isso eram também responsáveis pela difícil missão de repassá-los por meio da tradição oral, que por não ser registrada(escrita), acabava comprometendo a integridade da informação, variando de acordo com a interpretação de cada um.

Mas, como se sabe, com o tempo as coisas tomaram outros rumos e foram surgindo novos meios de se comunicar. Em especial, a escrita que mudou as relações entre os homens e a forma deles interagirem com a natureza em função de outras necessidades. Portanto, pode-se dizer que o surgimento da escrita propiciou o aparecimento das tecnologias, fundamental

ao desenvolvimento do ser humano.

O grande marco na história da humanidade foi, sem dúvida, a invenção da linguagem escrita, pois, ao preservar seus sentimentos, suas tecnologias e seus anseios num conjunto de marcas, o homem criou a possibilidade de acumulação e produção de conhecimentos que propiciaram o surgimento da filosofia, das ciências e das artes. Não se tem certeza absoluta da data do surgimento, mas alguns estudiosos dizem que ela surgiu na Mesopotâmia, localizada entre os Rios Tigre e Eufrates, local onde apareceram as primeiras civilizações, aproximadamente no ano 4.000 a.C.

 

A Mesopotâmia – nome grego

que significa “entre rios”

(meso – pótamos) – é uma

região de interesse histórico

e geográfico mundial. Tratase

de um planalto de origem

vulcânica, localizado no

Oriente Médio, delimitada

entre os vales dos Rios Tigre

e Eufrates, ocupada pelo atual

território do Iraque e terras

próximas.

Alguns autores acreditam que as mais antigas inscrições

descobertas até hoje foram achadas em Uruk

(atual cidade de Warka, no sul do Iraque) e datam de

3.300 antes de Cristo. Como os sinais eram formados por

um junco ou cabo de madeira que deixava um traçado

semelhante a uma cunha, esse tipo de escrita recebeu o

nome de cuneiforme — derivado do termo latino cuneus,

que significa “cunha”.

Os mesopotâmios usaram a escrita cuneiforme para controlar as mercadorias que entravam e saíam dos seus paláciose templos. Inicialmente era pictográfica, ou seja, o boi era representado por sinais que lembravam sua cabeça, enquanto o desenho do sol surgindo no horizonte significava o dia.

A escrita cuneiforme disseminou-se por todo o Oriente próximo ao segundo milênio a.C., sendo utilizada por diferentes povos da região, como sumérios, semitas, assírios e babilônios.

“Livros de barro” – 22.000 placas de argila gravadas

formavam o acervo da mais antiga biblioteca de que se

tem notícia: a do rei Assurbanipal, na Assíria, construída

sete séculos antes de Cristo.

A pictografia é uma forma de escrita pela qual ideias são transmitidas através de desenhos. Esse tipo de escrita era entendida em qualquer língua falada, pois possuía um grande número de símbolos.

Os pictogramas parecem ser absolutamente autoexplicativos e universais, mas na verdade possuem limitações culturais. Por exemplo, os pictogramas de banheiro, em que o sexo é diferenciado por uma representação de uma figura feminina usando uma saia, podem ser um problema na identificação por usuários não ocidentais. Pense bem, para os homens pode ser difícil compreender a cultura adotada em determinados lugares em que o uso de saias masculinas é comum. Essa diferenciação entre sexos em pictogramas ocidentais pode não ser bem interpretada.

Assurbanipal foi o último grande rei dos assírios. No seu reinado (por volta de 668-627a.C.), a Assíria tornou-se a primeira potência mundial. Seu império incluía Babilônia,

Pérsia, Síria e Egito.

A palavra pictograma vem do latim pictu = pintado + grego = letra; ou seja, letra pintada.

Hoje, o pictograma tem sido muito utilizado como sinalização de locais públicos (trânsito, endereços, explicações, proibições etc.) em diversas peças de design gráfico.

Design gráfico é uma forma de comunicação visual e está relacionado à criação de informação por meio de texto e imagem. Atualmente, é um recurso utilizado principalmente pela mídia para associar um estilo a produtos comerciais.

Logo em seguida, surge a escrita hieroglífica egípcia, surgida em torno do ano 3000 a.C. Os responsáveis pela tarefa de escrever chamavam-se escribas, homens muito admirados do Egito antigo, sendo muitos deles adorados como deuses.

Hieróglifos – instrumento usado pelos escribas, sacerdotes e membros da realeza para ler e escrever.

E o que é hieróglifo hieroglifo? É um termo que junta duas palavras gregas – hiero que significa sagrado e glyfus que significa escrita. Poucas pessoas na antiga civilização dominavam e conheciam a arte desses sinais que eram considerados sagrados. Suas inscrições eram mais comuns nas paredes de

templos e túmulos, e com o tempo foi evoluindo para uso em papiros ou placas de barro.

Os escribas, para escrever, utilizavam objetos de metal, osso e marfim, sendo que uma das extremidades era larga e pontiaguda, e a outra era plana em forma de paleta com a finalidade de cancelar o texto, alisando o material arranhado ou errado.

Inicialmente, utilizados para registros contábeis como sacas de trigo, cabeças de boi etc.; posteriormente as tábuas foram utilizadas para outras finalidades que não o registro contábil, como narrações históricas, relatos épicos, religiosos e outros tipos de inscrições. A história do homem mostra-nos que alguns tipos de escrita, criados por outros povos, surgiram também como necessidade. Abaixo segue breve resumo:

 

a)    cuneiforme – idealizada pelos sumérios em forma de figuras gravadas sob tábuas de argila utilizando-se de estilete. A página era cozida no forno;

b)     hieroglífica – nome grego para a escrita pictórica dos antigos egípcios. Traduzida ao pé da letra “hieroglifo” significa “inscrição sagrada”. A escrita hieroglífica possibilitou aos egípcios registrarem dados diversificados de sua cultura por meio de signos. As idéias passaram a ser expressas por sinais — cada um com seu valor fonético — e não mais através de desenhos. Esse tipo de escrita era composto por cerca de 1.000 sinais;

c)    mnemônica – utilizada pelos incas da América do Sul, dividia- se em dois sistemas: os equipos e os wampus;

d)     fonética – surgiu com a necessidade de fixar o pensamento humano. A imagem visual foi substituída pela sonora dando início à escrita silábica, em que os sinais representam sons;

e)    ideográfica – os objetos eram representados por sinais que interpretavam graficamente ideias. Por exemplo: a escrita chinesa.

 

Equipos: formados por cordões de lã em cores diversas

onde as amarrações e os nós representavam uma

ideia (transmitiam ideias e não palavras).

Wampus: um sistema baseado em colares de conchas justapostas,

cujas combinações formavam figuras geométricas.

 

Como você pôde perceber a escrita permitiu o registro da memória, a veiculação das ideias e a criação de novas realidades, contribuindo para ampliação do conhecimento e consequentemente do registro dos diferentes domínios do saber que gera até hoje o avanço das tecnologias.

Esse passeio pela história nos faz observar que desde os primórdios dos tempos, o homem procurou registrar suas impressões, utilizando-se de materiais orgânicos e inorgânicos, como tintas vegetais, minerais e outros suportes encontrados na natureza, como a argila, os ossos, as pedras, o couro,

a madeira, o papiro, o pergaminho e, finalmente, o papel que teve sua origem na China.

 

O alfabeto

Até chegarmos à escrita alfabética passamos por um lento processo evolutivo.

Para muitos a invenção do alfabeto é atribuída ao povo de Ugarit (atual Síria) que desenvolveu um alfabeto composto por vinte a trinta signos cuneiformes. Em seguida, os fenícios criaram um alfabeto com 22 letras. Estes dois povos são os maiores responsáveis pela disseminação do alfabeto no mundo antigo. Por serem comerciantes e navegadores, os fenícios em seus deslocamentos difundiam rapidamente essa nova invenção entre os povos do Mediterrâneo: o aramaico, o hebraico, o copta, o árabe e o grego têm aí sua origem. Desse modo, acredita-se que o alfabeto fenício acabou estimulando outros povos a criarem em conformidade com suas línguas, seus próprios sistemas de escrita.

O povo grego, por exemplo, deve a invenção do seu alfabeto aos fenícios, onde utilizava a abstração alfabética para substituir cada som por uma letra, formando assim o primeiro alfabeto da história. O alfabeto fenício foi utilizado por volta do final do século XII antes de Cristo.

Da escrita grega, originou-se o etrusco, que deu origem ao latim, que, por sua vez, deu origem ao português. Deve-se ressaltar que a escrita alfabética, juntamente com a descoberta do papel, propiciou a democratização do conhecimento. Assim, o que era antes privilégio somente de escribas, membros da igreja e da realeza passou a fazer parte do cotidiano de diferentes segmentos sociais.

 

Os livros

Para você ter uma ideia, os livros eram escritos manualmente e só eram encontrados nos palácios e nos templos, sendo usados por sacerdotes e reis, que eram os poucos privilegiados que sabiam ler e escrever. O livro representava uma ostentação, um objeto de luxo.

Com a descoberta do papel e a invenção da imprensa por Gutenberg, o ler e o escrever foram se encontrando e ganhando formas de registro. A partir daí, deu-se início à multiplicação dos livros e as bibliotecas tornaram-se mais acessíveis ao povo, embora com um aspecto formal, voltadas mais para a preservação do acervo do que para sua disseminação. Essas bibliotecas eram vistas como espaços para os intelectuais. Os livros ainda eram privilégios de poucos, exigiam tratamento especial e eram cuidadosamente guardados. A invenção da imprensa por Gutenberg foi um marco para a ampliação do conhecimento, pois possibilitou a construção de coleções particulares. Os livros passaram a ser material de consumo e de uso doméstico deixando de ser privilégio de poucos. Todo esse caminho fez com que as bibliotecas, por sua vez, tomassem novos rumos, ganhando novas atribuições. Se antes elas eram espaços silenciosos e de guarda de livros, hoje, com o avanço das novas tecnologias da comunicação e da informação, passaram a agregar novas formas de difusão da cultura.

 

O primeiro livro impresso por Gutenberg – a célebre

Bíblia de 42 linhas, em tipos góticos – é o marco histórico

dessa revolução que significou a possibilidade de

produzir livros em escala industrial e, automaticamente,

para um número quase ilimitado de leitores.

Isso nos faz pensar que nossos antepassados tiveram de percorrer um longo caminho até chegar ao nosso conhecido papel, ao livro, ao computador, ao CD-ROM, à internet e aos e-books. A utilização da tecnologia foi, e ainda é, uma constante na viabilização da descoberta de novas formas de codificação.

 

CD-ROM: é um disco óptico de armazenamento de

dados.

E-book: termo inglês que significa livro eletrônico. É a

versão de um livro impresso em papel em base digital que

pode ser lido no computador ou num dispositivo eletrônico

especificamente designado para a leitura do documento.

 

Quanta coisa mudou não é mesmo? E mudou para melhor! Hoje, você pode fazer uma pesquisa em questões de minutos, ou segundos, resolver um problema bancário sem sair de casa e ainda escrever e enviar mensagens sem gastar com a postagem das cartas. E mais, bater papo com parentes e amigos

e ainda os ver em seu monitor do computador. Quanta revolução! Agora, imagine você tendo de ir para a caverna para esculpir alguma mensagem? Ou pegar uma tábua de argila para poder se comunicar? Ou entrando numa loja para pedir um rolo de papiro? Você faz ideia de como seriam guardadas essas informações? Pois é. Quanto trabalho! Com a multiplicação dos livros, as bibliotecas tiveram que se evoluir e nos espaços informacionais foram surgindo. Os livros ganharam outros formatos na edição para atender os mais diferentes tipos de leitores. O mercado editorial, para atender a modernidade tecnológica e as novas demandas por leitura, aumentou sua capacidade e passou a produzir milhares de exemplares em um curto período de tempo. Esse processo contribuiu substancialmente com a democratização e com a difusão do livro e da leitura no país. Assim, podemos dizer que a biblioteca é uma alternativa de inclusão social e se configura como um ambiente democrático, tendo a informação como uma ferramenta importante para a conscientização dos direitos e deveres de cada cidadão como membro da sociedade.

 

Referencia

Graça Pimentel, Liliane Bernardes, Marcelo Santana, ”Biblioteca escolar”.,consultado em 07-03-2012.

 


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